Brasileiro é cônjuge de primeira união civil gay

Extraído de Recivil


Brasileiro é cônjuge de primeira união civil gay reconhecida na Irlanda

 

Administrador Adriano Vilar casou com irlandês na vizinha Irlanda do Norte. Com nova lei, união passou a ser reconhecida na Irlanda em 1º de janeiro.

Há mais de dois anos na Irlanda, o administrador de empresas brasileiro Adriano Vilar ficou surpreso ao saber, em 13 de janeiro, que ele e o marido, o irlandês Glenn Cunningham, eram o primeiro casal gay a ter seus direitos reconhecidos pelo país.

Casados desde o ano passado na vizinha Irlanda do Norte, os dois foram ao Serviço de Imigração e Naturalização da Irlanda para tentar trocar o visto de estudante de Vilar por um de residente. Coincidentemente, era o primeiro dia em que casais gays poderiam oficializar suas uniões.

“Quando chegamos, os funcionários não sabiam o que fazer. Chamaram outro funcionário, que disse: 'Parabéns, vocês são o primeiro casal do mesmo sexo a nos procurar!' Foi uma surpresa”, contou o brasileiro por telefone ao G1, de Dublin. O caso foi noticiado por jornais locais, como o "Irish Times".

Ratificada em julho de 2010 pela presidente irlandesa, Mary McAleese, a nova lei de Relações Civis, que entrou em vigor no dia 1º, concede pela primeira vez no país o reconhecimento legal de fato aos casais de mesmo sexo.

Até então, muitos casais homossexuais recorriam à Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido, para oficializarem suas uniões.

Foi o caso de Adriano e Glenn, que se casaram em 13 de agosto de 2010 no país vizinho. Juntos desde 2008, os dois se conheceram quanto Adriano chegou à irlanda para estudar inglês.

“Vim com coração partido, tinha acabado um relacionamento de seis anos”, conta Adriano, que trabalha na mesma empresa que o marido.

Com a oficialização da união civil no país, os casais do mesmo sexo passam a ter os mesmo direitos de casais heterossexuais, em questões de propriedade imobiliária, bem-estar social, direitos de sucessão, previdência e impostos.

“Tenho toda liberdade que um irlandês tem. Inclusive posso trabalhar na minha área, já que sou formado em administração com ênfase em comercio exterior”, comemora Adriano.

No Brasil, cuja lei não reconhece casais do mesmo sexo, a união não teria efeito legal. “Nossa meta é morar em definitivo aqui. Não temos previsão de morar no Brasil, até porque meu marido tem uma filha de 5 anos. “

Símbolo destas novas uniões, a filha de Glenn Cunningham é fruto de uma inseminação artificial feita por ele e uma amiga lésbica, que tinha o desejo de ser mãe.


 

Fonte: G1

Publicado em 25/01/2011

 

Notícias

É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra

24/02/2011 - 10h16 DECISÃO É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra Interceptações telefônicas autorizadas em diferentes operações da Polícia Federal não podem ser consideradas ilegais. Essa foi a decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao...

Estatuto da família

  Deveres do casamento são convertidos em recomendações Por Regina Beatriz Tavares da Silva   Foi aprovado em 15 de dezembro de 2010, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, um projeto de lei intitulado Estatuto das Famílias (PL 674/2007 e...

Casal gay ganha guarda provisória de criança

Extraído de JusBrasil Casal gay ganha guarda de menino no RGS Extraído de: Associação do Ministério Público de Minas Gerais - 1 hora atrás Uma ação do Ministério Público de Pelotas, que propõe a adoção de um menino de quatro anos por um casal gay, foi acolhida ontem pela juíza substituta da Vara...

Mais uma revisão polêmica na Lei do Inquilibato

Mais uma revisão polêmica na Lei do Inquilibato A primeira atualização da Lei do Inquilinato (8.245/91) acabou de completar um ano com grande saldo positivo, evidenciado principalmente pela notável queda nas ações judiciais por falta de pagamento do aluguel. (Outro efeito esperado era a redução...

Recebimento do DPVAT exige efetivo envolvimento do veículo em acidente

24/02/2011 - 08h08 DECISÃO Recebimento do DPVAT exige efetivo envolvimento do veículo em acidente É indevida a indenização decorrente do seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, o DPVAT, se o acidente ocorreu sem o envolvimento direto do veículo. A decisão é da...

Função delegada

  Vistoria veicular por entidade privada não é ilegal Por Paulo Euclides Marques   A vistoria de veículos terrestres é atividade regulada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em atendimento ao disposto nos artigos 22, inciso III, e artigos 130 e 131 do Código de Trânsito...